sexta-feira, 13 de junho de 2008

Au! Ai! Ui!

E agora?

Quem me dizia que os referendos sobre política externa não valem o papel que neles se gasta tinah razão; continuo a não ver motivos para sujeitar este género de decisões à consulta popular - e não, não tem a ver com achar que ninguém está preparado para, consciência, analisar o Tratado; tem a ver com a dificuldade crescente de firmar qualquer espécie de acordo com os Governos de certos países, uma vez que as suas decisões em política externa vão ser julgadas à luz da qualidade do saneamento básico ou das estradas municipais.

Se calhar vão tirar-nos o Tratado de Lisboa. Já não está a ser porreiro, pá. Por mim, espera-se até que os eleitores irlandeses digam que sim. Marque-se novo referendo para o dia seguinte ao Dia de São Patrício, ou coisa parecida.

Que treta. Chamar "de Lisboa" a qualquer iniciativa europeia vai passar a ter um mau karma, se nos lembrarmos da Estratégia. Sinto-me, de certo modo, vingado; sempre fui a favor de um tratado com nome impronunciável, como Carvalhelhos ou São Gens. Isso sim, ter-nos-ia levado longe.

Para poupar tempo na leitura da imprensa:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1332208&idCanal=11 - Público
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article4128055.ece - Times Online
http://www.elpais.com/articulo/internacional/primeros/resultados/apuntan/rechazo/Irlanda/Tratado/Lisboa/elpepuint/20080613elpepuint_13/Tes
El País

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